A coordenadora de Advocacy do Instituto Internacional ARAYARA, Renata Prata, foi a convidada do episódio #80 do Podcast do Líder, apresentado pelo deputado estadual Marcelino Galo, líder do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). No bate-papo, Renata abordou a atuação da ARAYARA na defesa socioambiental e destacou o lançamento do programa “Defensores dos Defensores”, uma iniciativa dedicada à proteção de ativistas ambientais que enfrentam ameaças e riscos em seus territórios. Confira episódio Lançado na sede da ALBA, em Salvador (BA), no dia 11 de setembro de 2025 — após edições anteriores em Brasília e São Paulo — o programa “Defensores dos Defensores” oferece suporte jurídico, psicológico e humanitário a defensoras e defensores ambientais em situação de vulnerabilidade. Com sua chegada à Bahia, a iniciativa amplia sua atuação em nível nacional e reforça o compromisso do Instituto ARAYARA em proteger quem luta pela preservação ambiental, especialmente diante das violências causadas por grandes empreendimentos fósseis e extrativistas.
ARAYARA na Mídia: Em meio à escalada da Violência contra Defensores Ambientais, GreenFaith Brasil e Instituto Arayara concluem curso de Segurança para Ativistas
Em um cenário em que o Brasil se destaca como ser o segundo país que mais mata defensores da terra e do meio ambiente, de acordo com recente pesquisa da Global Witness o GreenFaith Brasil e o Instituto Arayara anunciam o lançamento da “Formação Digital em Segurança no Ativismo e Ação Climática frente à Indústria do Petróleo”. O curso, gratuito e online, capacitou lideranças comunitárias com ferramentas essenciais de proteção digital, autocuidado e segurança para suas ações. A formação ocorreu durante os meses de agosto e setembro e reuniu ativistas e lideranças de diversas regiões do país. Os encontros trouxeram um panorama técnico e humano dos desafios impostos pela indústria de petróleo e gás. Reunindo ativistas de diversas regiões, o lançamento do curso ocorre em um momento crítico. Mais de 2.100 defensores da terra e do meio ambiente foram mortos em todo o mundo entre 2012 e 2023, com 25 desses assassinatos ocorrendo no Brasil somente em 2023, o que o coloca em segundo lugar no ranking global. A pesquisa também revela que a violência é desproporcionalmente direcionada a povos indígenas e afrodescendentes, que representaram 49% do total de mortes no último ano. As aulas foram encontros de visões que trouxeram a urgência da questão climática à tona. Na primeira aula, o debate foi conduzido pela coordenadora de advocacia do Instituto Arayara, Renata Prata, e pelo ativista e Presidente da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangues de Magé (ACAMM), Liderança da Campanha Rio Sem Óleo, Rafael Santos. Renata apresentou uma análise técnica detalhada sobre a expansão do setor de petróleo no Brasil, destacando o avanço sobre territórios indígenas e quilombolas e a crescente privatização do setor. “Nosso trabalho é expor a forma como a indústria avança sobre territórios indígenas e quilombolas, e como o leilão de blocos exploratórios, cada vez mais dominado por empresas multinacionais estrangeiras, fragiliza nossa soberania e aumenta os riscos de uma transição energética injusta”, explicou. A visão técnica foi complementada pelo relato que trouxe o chão para o debate. No meio dos gráficos e estatísticas sobre a indústria, a voz de Rafael Santos, um pescador artesanal que, por ironia, já trabalhou no setor, trouxe o peso da realidade. De Suruí, em Magé, sua história se entrelaça com a de sua comunidade, forjada por um histórico de desastres ambientais. Ele não falou apenas de números, mas da crueza de um veneno recente no Rio Suruí, de como as propostas financeiras de empresas criam divisões sociais e de uma cultura que se esvai a cada derramamento de óleo. A discussão, que contou com a participação de ativistas do Pará, Rondônia, Rio de Janeiro e Baixada Santista, reforçou a urgência de uma luta coletiva. Foram abordados temas como a insuficiência da legislação ambiental, a manipulação de narrativas nas redes sociais e a necessidade de fortalecer a proteção de defensores de direitos humanos em um ambiente cada vez mais hostil. O curso, parte das atividades do GreenFaith, tem em sua programação quatro aulas online, às terças-feiras, com término em 16 de setembro, reforçando a conexão entre direitos humanos e ativismo climático. A coordenadora do GreenFaith no Brasil, Julia Rossi, explica que o objetivo é fortalecer a capacidade de mobilização das lideranças religiosas e comunitárias da campanha Rio sem Óleo, promovendo a troca de experiências e o uso de ferramentas de proteção para enfrentar as violências do território. “Com a participação de lideranças religiosas e comunitárias de diferentes tradições de fé, a formação tem revisitado questões fundamentais sobre a relação entre ativismo e segurança no Brasil. A proposta da formação surgiu do envolvimento direto de lideranças religiosas e comunitárias de Magé na campanha Rio sem Óleo, como resposta à necessidade de proteger esses atores que enfrentam cotidianamente as pressões da indústria do petróleo e as ameaças no território. A coordenadora do GreenFaith no Brasil, Julia Rossi, explica que o objetivo é fortalecer a capacidade de mobilização dessas lideranças de forma segura e estratégica, promovendo a troca de experiências e o uso de ferramentas de proteção diante das violências locais. “Com a participação de lideranças religiosas e comunitárias de diferentes tradições de fé, a formação em GreenFaith tem revisitado questões fundamentais sobre a relação entre ativismo e segurança no Brasil.” Finaliza. Sobre a GreenFaith Brasil A GreenFaith é uma organização inter-religiosa e ambiental que inspira e equipa comunidades religiosas e espirituais a responder à crise climática e ecológica. Sobre o Instituto Arayara O Instituto Arayara é uma organização ambiental dedicada à defesa de políticas públicas, litigância e mobilização social contra a exploração de combustíveis fósseis e em prol de uma transição energética justa. Foto: reprodução/ Cria do Rio Fonte: Cria do Rio
Em meio à escalada da Violência contra Defensores Ambientais, GreenFaith Brasil e Instituto Arayara concluem curso de Segurança para Ativistas
No ano da COP30 brasil é o 2º país mais perigoso do mundo para defensores do clima, espaço de formação reuniu ativistas de todo país Em um cenário em que o Brasil se destaca como ser o segundo país que mais mata defensores da terra e do meio ambiente, de acordo com recente pesquisa da Global Witness o GreenFaith Brasil e o Instituto Arayara anunciam o lançamento da “Formação Digital em Segurança no Ativismo e Ação Climática frente à Indústria do Petróleo”. O curso, gratuito e online, capacitou lideranças comunitárias com ferramentas essenciais de proteção digital, autocuidado e segurança para suas ações. A formação ocorreu durante os meses de agosto e setembro e reuniu ativistas e lideranças de diversas regiões do país. Os encontros trouxeram um panorama técnico e humano dos desafios impostos pela indústria de petróleo e gás. Reunindo ativistas de diversas regiões, o lançamento do curso ocorre em um momento crítico. Mais de 2.100 defensores da terra e do meio ambiente foram mortos em todo o mundo entre 2012 e 2023, com 25 desses assassinatos ocorrendo no Brasil somente em 2023, o que o coloca em segundo lugar no ranking global. A pesquisa também revela que a violência é desproporcionalmente direcionada a povos indígenas e afrodescendentes, que representaram 49% do total de mortes no último ano. As aulas foram encontros de visões que trouxeram a urgência da questão climática à tona. Na primeira aula, o debate foi conduzido pela coordenadora de advocacia do Instituto Arayara, Renata Prata, e pelo ativista e Presidente da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangues de Magé (ACAMM), Liderança da Campanha Rio Sem Óleo, Rafael Santos. Renata apresentou uma análise técnica detalhada sobre a expansão do setor de petróleo no Brasil, destacando o avanço sobre territórios indígenas e quilombolas e a crescente privatização do setor. “Nosso trabalho é expor a forma como a indústria avança sobre territórios indígenas e quilombolas, e como o leilão de blocos exploratórios, cada vez mais dominado por empresas multinacionais estrangeiras, fragiliza nossa soberania e aumenta os riscos de uma transição energética injusta”, explicou. A visão técnica foi complementada pelo relato que trouxe o chão para o debate. No meio dos gráficos e estatísticas sobre a indústria, a voz de Rafael Santos, um pescador artesanal que, por ironia, já trabalhou no setor, trouxe o peso da realidade. De Suruí, em Magé, sua história se entrelaça com a de sua comunidade, forjada por um histórico de desastres ambientais. Ele não falou apenas de números, mas da crueza de um veneno recente no Rio Suruí, de como as propostas financeiras de empresas criam divisões sociais e de uma cultura que se esvai a cada derramamento de óleo. A discussão, que contou com a participação de ativistas do Pará, Rondônia, Rio de Janeiro e Baixada Santista, reforçou a urgência de uma luta coletiva. Foram abordados temas como a insuficiência da legislação ambiental, a manipulação de narrativas nas redes sociais e a necessidade de fortalecer a proteção de defensores de direitos humanos em um ambiente cada vez mais hostil. O curso, parte das atividades do GreenFaith, tem em sua programação quatro aulas online, às terças-feiras, com término em 16 de setembro, reforçando a conexão entre direitos humanos e ativismo climático. A coordenadora do GreenFaith no Brasil, Julia Rossi, explica que o objetivo é fortalecer a capacidade de mobilização das lideranças religiosas e comunitárias da campanha Rio sem Óleo, promovendo a troca de experiências e o uso de ferramentas de proteção para enfrentar as violências do território. “Com a participação de lideranças religiosas e comunitárias de diferentes tradições de fé, a formação tem revisitado questões fundamentais sobre a relação entre ativismo e segurança no Brasil. A proposta da formação surgiu do envolvimento direto de lideranças religiosas e comunitárias de Magé na campanha Rio sem Óleo, como resposta à necessidade de proteger esses atores que enfrentam cotidianamente as pressões da indústria do petróleo e as ameaças no território. A coordenadora do GreenFaith no Brasil, Julia Rossi, explica que o objetivo é fortalecer a capacidade de mobilização dessas lideranças de forma segura e estratégica, promovendo a troca de experiências e o uso de ferramentas de proteção diante das violências locais. “Com a participação de lideranças religiosas e comunitárias de diferentes tradições de fé, a formação em GreenFaith tem revisitado questões fundamentais sobre a relação entre ativismo e segurança no Brasil.” Finaliza. Sobre a GreenFaith Brasil A GreenFaith é uma organização inter-religiosa e ambiental que inspira e equipa comunidades religiosas e espirituais a responder à crise climática e ecológica. Sobre o Instituto Arayara O Instituto Arayara é uma organização ambiental dedicada à defesa de políticas públicas, litigância e mobilização social contra a exploração de combustíveis fósseis e em prol de uma transição energética justa. Por: Juliana Portella Foto: reprodução/GreenFaith Brasil Fonte:GreenFaith Brasil
ARAYARA na Mídia:Programa de apoio a ambientalistas chega à Bahia nesta semana
O Instituto Internacional Arayara irá expandir o apoio que dá a ativistas ambientais por meio do programa Defensores dos Defensores. As atividades, que já foram apresentadas em Brasília e em São Paulo, chegam nesta quinta-feira (11) a Salvador. Por meio dele, defensores dos direitos humanos e do meio ambiente que estejam sofrendo ameaças recebem gratuitamente auxílio psicológico, financeiro, jurídico e humanitário. Agência Brasili 10/09/2025 – 7:17 O programa é voltado para pessoas que atuam na linha de frente contra impactos negativos gerados por projetos de energia, como hidrelétricas, parques eólicos, linhas de transmissão, até a exploração de petróleo, gás e carvão, nos próprios territórios e que estejam sofrendo ameaças. Segundo a organização, o programa tem cinco eixos centrais: treinamento, estruturação, defesa, parcerias e pesquisa. “O programa Defensores dos Defensores nasce para oferecer o suporte necessário para que os ativistas possam continuar lutando por seus direitos, territórios, famílias e vidas. Queremos que o programa transforme a realidade e garanta a proteção daqueles que lutam por um futuro mais justo e ambientalmente responsável. Com o projeto, buscamos garantir segurança física, jurídica e humanitária de ambientalistas e líderes comunitários que enfrentam situações de vulnerabilidade e riscos em sua atuação”, diz o diretor-técnico da Arayara, Juliano Bueno. De acordo com Bueno, a intenção é chegar a todos os municípios brasileiros. “Temos casos concretos de vítimas ameaçadas e perseguições sob a proteção do projeto da Arayara, que agora está chegando à Bahia. Nossa intenção é estar presente em mais de 5 mil cidades brasileiras. Não se trata apenas de reconhecer a dedicação dessas pessoas, mas de garantir que elas possam seguir atuando em defesa de todos nós”, defende. Segundo pesquisa realizada pela ONG Global Witness, o Brasil é o segundo país mais letal para ambientalistas em todo o mundo. Em 2022, em todo o mundo, pelo menos 177 ativistas ambientais foram mortos em decorrência de sua atuação. Apenas no Brasil, ocorreram 34 desses assassinatos. O Brasil ficou atrás apenas da Colômbia, com 60 assassinatos. A apresentação do Programa Defensores dos Defensores e Formação em Proteção territorial e Auto Proteção será na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), às 9h, com acesso gratuito e transmissão pela internet. A Arayara é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos formada por cientistas, gestores urbanos, engenheiros, urbanistas e ambientalistas. Além do Brasil, a organização atua em Portugal, Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Marrocos, Alemanha, Japão, Colômbia, República Dominicana, Jamaica, Panamá, Canadá e África do Sul. Fonte: Dinheiro Rural
ARAYARA na Mídia: Programa de apoio a ambientalistas chega à Bahia nesta semana
O Instituto Internacional Arayara irá expandir o apoio que dá a ativistas ambientais por meio do programa Defensores dos Defensores. As atividades, que já foram apresentadas em Brasília e em São Paulo, chegam nesta quinta-feira (11) a Salvador. Por meio dele, defensores dos direitos humanos e do meio ambiente que estejam sofrendo ameaças recebem gratuitamente auxílio psicológico, financeiro, jurídico e humanitário. Por Redação, da Ag. Brasil11/09/2025 07h00 Atualizado agora O programa é voltado para pessoas que atuam na linha de frente contra impactos negativos gerados por projetos de energia, como hidrelétricas, parques eólicos, linhas de transmissão, até a exploração de petróleo, gás e carvão, nos próprios territórios e que estejam sofrendo ameaças. Segundo a organização, o programa tem cinco eixos centrais: treinamento, estruturação, defesa, parcerias e pesquisa. “O programa Defensores dos Defensores nasce para oferecer o suporte necessário para que os ativistas possam continuar lutando por seus direitos, territórios, famílias e vidas. Queremos que o programa transforme a realidade e garanta a proteção daqueles que lutam por um futuro mais justo e ambientalmente responsável. Com o projeto, buscamos garantir segurança física, jurídica e humanitária de ambientalistas e líderes comunitários que enfrentam situações de vulnerabilidade e riscos em sua atuação”, diz o diretor-técnico da Arayara, Juliano Bueno. De acordo com Bueno, a intenção é chegar a todos os municípios brasileiros. “Temos casos concretos de vítimas ameaçadas e perseguições sob a proteção do projeto da Arayara, que agora está chegando à Bahia. Nossa intenção é estar presente em mais de 5 mil cidades brasileiras. Não se trata apenas de reconhecer a dedicação dessas pessoas, mas de garantir que elas possam seguir atuando em defesa de todos nós”, defende. Segundo pesquisa realizada pela ONG Global Witness, o Brasil é o segundo país mais letal para ambientalistas em todo o mundo. Em 2022, em todo o mundo, pelo menos 177 ativistas ambientais foram mortos em decorrência de sua atuação. Apenas no Brasil, ocorreram 34 desses assassinatos. O Brasil ficou atrás apenas da Colômbia, com 60 assassinatos. A apresentação do Programa Defensores dos Defensores e Formação em Proteção territorial e Auto Proteção será na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), às 9h, com acesso gratuito e transmissão pela internet. A Arayara é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos formada por cientistas, gestores urbanos, engenheiros, urbanistas e ambientalistas. Além do Brasil, a organização atua em Portugal, Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Marrocos, Alemanha, Japão, Colômbia, República Dominicana, Jamaica, Panamá, Canadá e África do Sul. Fonte: Um só Planeta Foto: Reprodução / Agência Brasil/ Fernando Frazão
ARAYARA na Mídia: PUC no Clima promove reflexão sobre questões climáticas em novo episódio de podcast
O professor André Geraldes, da Faculdade de Direito da PUC-SP, coordenador do Escritório Modelo Dom Paulo Evaristo Arns e do projeto PUC no Clima, apresentou mais um episódio da série de podcasts do projeto. O objetivo da iniciativa é promover a reflexão sobre questões climáticas dentro da universidade. Além dos podcasts, o PUC no Clima realiza seminários, oficinas em comunidades e planeja marcar presença na COP30, que acontecerá em Belém. O episódio contou com a participação de Heloísa Simão, advogada, mestre e doutoranda em Direitos Humanos, e pesquisadora no Instituto Internacional ARAYARA, onde atua na defesa dos defensores ambientais. Heloísa compartilhou a trajetória da ONG, que há mais de 30 anos trabalha por uma transição energética justa, com foco na redução do uso de combustíveis fósseis. Durante a entrevista, Heloísa detalhou a atuação do ARAYARA, que inclui campanhas de mobilização e protestos, como o realizado no leilão da 5ª Oferta Permanente de combustíveis fósseis, no Rio de Janeiro. Além disso, a ONG promove atividades de formação e oficinas sobre os impactos socioambientais das indústrias fósseis e realiza litígios estratégicos, tendo ingressado com cinco ações civis públicas para barrar a realização do leilão. A convidada também abordou o programa Defensores dos Defensores, do ARAYARA, que visa proteger pessoas e comunidades defensoras do meio ambiente. O programa trabalha em estreita colaboração com movimentos sociais e organizações de base, buscando garantir a segurança e os direitos dos defensores ambientais. Confira episódio:
Planejamento de Brasília em Jogo ? organizações defendem maior transparência e participação social na revisão do Plano Diretor – PDOT
Na última quinta-feira (10/4), o Instituto Internacional ARAYARA marcou presença na Comissão Geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em Brasília, que debateu os interesses coletivos na revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) do Distrito Federal. O evento foi presidido pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT) e contou com a participação de diversos movimentos sociais, ambientais e educacionais, além do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do DF (SEMA-DF) – único representante do Executivo presente. Participaram da audiência entidades como o Fórum em Defesa das Águas, do Clima e do Meio Ambiente, o Coletivo Rodas da Paz, o Movimento Salve o Rio Melchior, o Movimento em Defesa da Serrinha do Paranoá, entre outros, denunciaram falhas no processo de revisão do PDOT. As críticas giraram em torno da falta de participação social efetiva, da ausência de transparência nas decisões e de um modelo de expansão urbana que desconsidera a preservação ambiental e os impactos sociais. A mobilizadora socioambiental da ARAYARA, Raíssa Felippe, destacou que a participação ativa de coletivos, especialistas e movimentos sociais evidencia a urgência de um debate amplo, transparente e verdadeiramente inclusivo sobre o ordenamento territorial do Distrito Federal, com foco na proteção ambiental e na promoção da justiça social. Expansão urbana e mercado imobiliário Uma das preocupações centrais apontadas pelos participantes foi o avanço do mercado imobiliário em áreas que poderiam ser destinadas à preservação, e que tem gerado o afastamento das populações de menor renda para regiões cada vez mais periféricas. Segundo os movimentos presentes, o debate sobre o PDOT não tem sido acessível à população, apesar de suas decisões afetarem diretamente a vida das pessoas. A representante do Movimento Salve a Serrinha do Paranoá, Betúlia, destacou a necessidade de centralidade ambiental no PDOT e defendeu a rastreabilidade das propostas feitas pela população durante o processo participativo. Ela também sugeriu o monitoramento e avaliação anual das ações do plano para garantir sua efetividade. Denúncias e ameaças a defensores ambientais O promotor Dênio Moura, do MPDFT, reforçou o papel do Ministério Público na garantia da participação social no processo de revisão do PDOT. Ele criticou o curto prazo destinado à votação das propostas, o que dificulta um debate mais amplo e democrático. O ativista Newton, liderança do Movimento Salve o Rio Melchior, trouxe um alerta grave: além de apontar a importância do PDOT na preservação ambiental, ele denunciou ameaças que vem sofrendo por sua atuação em defesa do rio Melchior, incluindo ameaças de morte e ocultação de cadáver. O caso gerou comoção entre os presentes. ARAYARA alerta para riscos e cobra transparência A diretora executiva da ARAYARA, Nicole Figueiredo de Oliveira, lamentou os episódios de violência contra defensores ambientais e apresentou o Programa Defensores, voltado à proteção de ativistas do clima e dos direitos humanos. Nicole também criticou a condução paralela do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI), que se reuniu no mesmo dia da Comissão Geral para discutir áreas de sensibilidade ambiental sem ampla divulgação ou participação pública. A ARAYARA se posicionou contra a realização da reunião e solicitou que o Ministério Público não valide as decisões tomadas nesse encontro. Segundo Oliveira, temas fundamentais como o macrozoneamento do DF — que define as áreas rurais, urbanas e de preservação — têm sido tratados de forma apressada. Ela alertou que uma proposta de Zoneamento Rural de Uso Controlado IV, que pode ser contraditoriamente impactada pela instalação da Usina Termelétrica Brasília, além de um gasoduto e linhas de transmissão. A diretora destacou ainda que essa área abrange o baixo Rio Descoberto, cuja bacia abastece cerca de 60% da população do Distrito Federal, e criticou o posicionamento da Empresa de regularização de Terras Rurais (ETR), que nega haver conflito fundiário na região, mesmo com os impactos previstos. Encaminhamentos Durante a Comissão Geral, foram entregues à mesa 12 documentos com contribuições de diferentes organizações da sociedade civil. O deputado Gabriel Magno encaminhou a proposta de criação de uma Frente Parlamentar de Acompanhamento do PDOT, com o objetivo de garantir maior fiscalização e participação da sociedade no processo de revisão do plano.
ARAYARA na Mídia: Alerje debate – Defensores da Terra
Em entrevista à TV Alerje, a diretora executiva da ARAYARA, Nicole Figueiredo de Oliveira, e a pesquisadora Heloísa Simão compartilharam um pouco da trajetória da instituição, que atua em diversas frentes. Elas também destacaram o lançamento oficial do Programa Defensores dos Defensores, realizado em abril deste ano. Em 2023, pelo menos 25 ambientalistas foram mortos no país, consolidando o território brasileiro como o segundo mais perigoso para defensores da terra e do meio ambiente, atrás apenas da Colômbia. Nos últimos três anos foram registrados 1.700 (mil e setecentos) casos de ameaças, perseguições e despejos, com ativistas sofrendo ações judiciais abusivas, cujo objetivo foi silenciar os defensores e interromper a luta pela causa ambiental. Diante desses desafios, o Instituto Internacional ARAYARA criou Programa Defensores dos Defensores com o objetivo de garantir a segurança física, jurídica e humanitária de ambientalistas e líderes comunitários que enfrentam situações de vulnerabilidade e riscos em sua atuação. O programa oferece suporte legal com acesso a advogados, treinamento de defesa e estratégias de segurança, assistência emergencial, também com recursos financeiros, para vítimas e familiares. Para fortalecer o impacto da iniciativa, a ARAYARA também está estabelecendo parcerias com organizações nacionais e internacionais. O Programa abrange também treinamentos e capacitação, desenvolvimento de pesquisas, ações de advocay, efetivação de parcerias e realização de campanhas. Confira entrevista Sobre o Instituto Internacional ARAYARA O Instituto Internacional ARAYARA é uma organização brasileira com 33 anos de atuação nas áreas de energia, clima e campanhas antifóssil em nível global. A instituição já evitou a emissão de mais de 3 bilhões de toneladas de CO2, salvou aproximadamente 675.000 vidas e prevenir danos econômicos estimados em 1,2 trilhão de dólares. Reconhecida por seu protagonismo em litigância climática, em julho deste ano, moveu uma ação civil pública inédita no Brasil contra o Governo do Rio Grande do Sul, exigindo uma transição energética justa. Já desenvolveu estudos críticos para o 4º Ciclo de Oferta Permanente, que resultou na suspensão da assinatura de blocos de exploração de petróleo na Amazônia em 2023. Iniciativas como as campanhas No Fracking Brasil, Observatório do Petróleo e Gás, Amazônia Livre de Petróleo e Monitor Oceano também fazem parte dos esforços da ARAYARA.
Debate na Câmara reforça urgência da ratificação do Acordo de Escazú
Na manhã do dia 20 de março, o Instituto Internacional ARAYARA marcou presença no debate sobre o Acordo Regional sobre Acesso à Informação, Participação Pública e Acesso à Justiça em Assuntos Ambientais na América Latina e no Caribe, mais conhecido como Acordo de Escazú. O evento, promovido pela Frente Parlamentar Mista Ambientalista, coordenada pelo deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília, e contou com o apoio do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS) e do Movimento Escazú Brasil. O encontro teve como objetivo discutir a implementação do tratado na América Latina e no Caribe, além de analisar desafios e oportunidades para fortalecer o acesso à informação, a participação pública e a justiça ambiental no Brasil. O Acordo de Escazú, um marco histórico na governança ambiental, é essencial para garantir transparência, ampliar a participação pública nas decisões ambientais e fortalecer mecanismos de prevenção e reparação de danos. Além disso, é o primeiro no mundo que inclui disposições sobre os defensores dos direitos humanos em temas ambientais. O tratado também incentiva a cooperação regional na preservação dos biomas da América Latina e do Caribe, fundamentais para enfrentar a crise climática global. Contradição entre discurso e prática O tratado já foi ratificado por 12 países. A Colômbia se tornou o quarto país da Amazônia a aderir ao tratado, ao lado do Equador, Bolívia e Guiana, enquanto que o Brasil, que abriga 60% da floresta, segue sem cumprir a sua parte. O documento foi assinado em setembro de 2018, e ficou parado por conta do governo anterior. Com a posse do presidente Lula em 2023,145 organizações da sociedade civil, incluindo a ARAYARA, assinaram uma carta aberta solicitando a aprovação do tratado. Atendendo ao apelo, Lula encaminhou o Acordo de Escazú ao Congresso em maio do mesmo ano, mas a proposta segue parada na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara, aguardando votação. Segurança e combate a crimes ambientais “A ratificação do Acordo de Escazú é fundamental para consolidar a liderança do Brasil nas pautas climáticas e garantir maior segurança para ativistas e comunidades afetadas por questões ambientais”, destacou Raissa Felippe, mobilizadora socioambiental da ARAYARA. Além de garantir o desenvolvimento sustentável, o tratado também é uma ferramenta estratégica no combate a crimes ambientais, frequentemente associados ao crime organizado e à lavagem de dinheiro. “A transparência e o acesso à informação, princípios centrais do Acordo, são fundamentais em casos de desastres ambientais, permitindo a rápida disponibilização de dados para minimizar danos”, ressaltou Rubens Born, colaborador da Fundação Grupo ESQUEL Brasil. Raquel Lima, do Movimento Escazú Brasil destacou que esses pilares estão diretamente conectados à liberdade de expressão, um direito essencial em um país democrático. O debate também trouxe à tona a escalada da violência contra lideranças indígenas, cujos assassinatos e impactos na saúde mental das comunidades são preocupações urgentes. A ratificação do Acordo de Escazú pode fortalecer políticas como a proposta de proteção a refugiados climáticos, de autoria da deputada Erika Hilton, e a PEC que reconhece a natureza como sujeito de direitos, apresentada pela deputada Célia Xakriabá. Mobilização pela ratificação no Congresso “Apesar da maturidade legislativa brasileira para aprovar o acordo, sua ratificação ainda enfrenta resistência devido a desconfianças infundadas sobre multilateralismo e soberania nacional” apontou Luiza Chaer, assessora de Advocacy do IDS Brasil. Segundo Chaer, para avançar, é essencial que o Executivo reforce seu compromisso e articule com parlamentares, tratando o tema como prioridade de Estado. O Instituto Internacional ARAYARA, por meio do Programa Defensores dos Defensores, reforçou seu apoio à ratificação do Acordo de Escazú por meio de uma carta aberta, enfatizando a urgência da justiça ambiental e conclamando a sociedade e o governo brasileiro a se unirem em defesa dessa causa. “O Brasil está entre os países que mais matam defensores ambientais, o que torna indispensável a adoção de medidas eficazes de proteção”, declarou o Gerente de Compliance e Governança da ARAYARA, Luiz Renato Santa Ritta. No documento apresentado, a instituição exige ações concretas, incluindo garantia de acesso à justiça, implementação de mecanismos de proteção, participação pública inclusiva e fortalecimento das instituições ambientais. Santa Ritta também apresentou as diversas frentes do Programa Defensores dos Defensores, iniciativa da ARAYARA voltada à proteção, segurança e suporte legal para defensores ambientais em situação de vulnerabilidade de todo país.
Exploração de petróleo na Foz do Amazonas gera tensão e ameaça ativistas ambientais
A Foz do Rio Amazonas, uma das áreas mais ricas em biodiversidade do Brasil, está no centro de uma intensa disputa ambiental. Em meio ao debate sobre a liberação do bloco petrolífero FZA-M-59, comunidades locais, pescadores e ambientalistas têm buscado apoio para tentar barrar a expansão da exploração predatória de petróleo na região. Diante desse cenário, o Instituto Internacional ARAYARA, em parceria com lideranças locais e outras organizações, uniu forças para mobilizar pescadores, indígenas, ribeirinhos e quilombolas em seis municípios do Amapá. Entre os dias 11 e 22 de novembro, foram realizadas oficinas e encontros que buscaram amplificar as vozes das comunidades tradicionais ameaçadas pela expansão da indústria petrolífera. Essa coalizão de organizações dedicadas à defesa do meio ambiente também alertou sobre os potenciais impactos socioambientais que ameaçam a Costa Amazônica. O avanço da indústria petrolífera São intensas as pressões sobre a região Amazônica, tornando-se cada vez mais evidente que o preço a ser pago por quem decide interferir nesse caminho vai muito além da perda da biodiversidade. Durante a excursão, equipes e participantes do evento sentiram esse dilema na pele, enfrentando riscos durante as atividades programadas que aconteceram nas localidades de Oiapoque, Calçoene, Cunani, Amapá e Bailique. Em uma oficina realizada no município de Calçoene, uma representante da ARAYARA, relatou momentos de tensão após um grupo favorável à exploração de petróleo aparecer repentinamente no local e interromper as atividades de maneira intimidatória. Ela relatou ainda que em outra ocasião, durante uma oficina no município do Amapá, um político que se identificou como ex-delegado interferiu diretamente na apresentação conduzida por ela, onde eram discutidos dados sobre a pesca artesanal e os impactos da exploração petrolífera na região. Inclusive, o político tentou desqualificar os estudos apresentados, criando um clima hostil. Diante dos episódios de intimidação, que comprometeram os objetivos educativos das oficinas e colocaram em risco a segurança dos participantes, Fernanda Coelho, gerente do departamento jurídico da ARAYARA, enfatizou a responsabilidade dos parlamentares como representantes do Estado. Ela destacou que é dever desses agentes proteger o direito humano a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, conforme assegurado pelo Artigo 225 da Constituição Federal e pela Resolução 76/300 da ONU, em vez de agir em sentido contrário. “Existem indícios de uma articulação destinada a obstruir as oficinas, incluindo a disseminação de informações falsas e tentativas de sabotar o evento”, afirmou Fernanda Coelho. Informação e conscientização O Estudo Impactos do avanço do petróleo na pesca da Costa Amazônica, apresentado pela pesquisadora da ARAYARA, alertou as comunidades visitadas para os riscos de danos ambientais ao ecossistema complexo e sensível dos manguezais e dos recifes amazônicos, assim como a ameaça direta às comunidades que dependem dessa biodiversidade para sobreviver. A pesquisadora destacou que, além de apresentar dados, o estudo serve como um importante instrumento para as comunidades, ao evidenciar a relevância essencial da região para a pesca e para o modo de vida de milhares de pessoas diretamente conectadas a essa atividade. “Trabalhadores e trabalhadoras que já enfrentam diariamente os riscos do mar agora encaram novas preocupações, como a disputa por espaço marítimo e os conflitos em seus territórios”, alertou. Os estudos apresentados durante as oficinas destacaram os graves impactos da exploração petrolífera, incluindo a poluição irreversível dos manguezais, da água e do ar. “Os pescados da Costa Amazônica, além de servirem como fonte de alimento, sustentam uma indústria pesqueira significativa, tanto no mercado interno quanto no global, gerando empregos diretos e indiretos ao longo de suas cadeias produtivas”, ressaltou. Tensão nas comunidades locais “Porque não investir numa energia permanente, limpa e que temos tanto aqui na região?”, questionou o professor de uma comunidade ribeirinha do Bailique que participou de uma das oficinas.“Em pleno século 21 estão pensando na exploração de petróleo e combustível na Costa do Amapá, local que poderia estar sendo usado para o desenvolvimento de energia solar, eólica, com um potencial econômico enorme e um impacto ambiental muito menor”, afirmou. O professor também falou sobre a preocupação da comunidade onde vive com a possibilidade de haver mais uma exploração de grande escala na região Amazônica, local de grande importância, mas também de muita sensibilidade às mudanças climáticas e também humanas. “Primeiro eles diziam que era só um ponto de exploração, atualmente, são mais de 50 pontos e isso não é dito na mídia”. De acordo o seu relato, ao longo dos anos, a comunidade tem se dado conta de que esses empreendimentos não trazem grandes benefícios. “Eles só enriquecem, enquanto que nós, que estamos aqui na base somos deixados de lado, herdando possíveis prejuízos ambientais, sociais e culturais, que só tendem a prejudicar ainda mais a convivência em comunidade”, declarou. Violência contra ativistas O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de assassinatos de defensores ambientais, segundo relatório da Global Witness. Em 2022, 25 ativistas foram mortos no país. Apesar de uma redução em relação ao ano anterior, quando 34 mortes foram registradas, a violência contra aqueles que protegem o meio ambiente permanece uma grave realidade. No panorama global, 196 defensores da terra e do meio ambiente foram assassinados em 2022, com a Colômbia liderando o ranking. No Brasil, a violência está intrinsecamente ligada a problemas estruturais, como a concentração fundiária, o desmatamento desenfreado e a falta de reconhecimento legal dos territórios indígenas e quilombolas. Além dos homicídios, ativistas brasileiros enfrentam perseguições constantes, campanhas de difamação e processos judiciais abusivos, conhecidos como SLAPP (litigância estratégica contra a participação pública). Na Amazônia, por exemplo, foram identificados 11 assassinatos de indígenas apenas em 2022. Globalmente, os povos indígenas estão entre os mais ameaçados: 36% dos ativistas assassinados pertenciam a essa categoria, somando 39 vítimas. Pequenos agricultores (22%) e afrodescendentes (7%) também aparecem entre os alvos frequentes. “Infelizmente, o Brasil continua no topo desse ranking,” lamenta Nicole de Oliveira, diretora executiva da ARAYARA. “Essa situação já se arrasta há anos e, até agora, não foi enfrentada de maneira efetiva pelo governo. Casos emblemáticos, como os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips, ganharam repercussão internacional,