Durante a COP30, a presença e o protagonismo de jovens ativistas ambientais chamaram atenção para o avanço da participação da nova geração na luta contra o aquecimento global. Com trajetórias marcadas por desafios sociais e ambientais, esses ativistas carregam na bagagem a urgência de mudanças e a esperança de um futuro mais justo e sustentável. Juventude na linha de frente pela preservação do planeta Para a ativista mexicana Shurabe Mercado, de 23 anos, o envolvimento com questões ambientais surgiu a partir da sua própria cidade natal, Toluca, onde enfrentou a baixa qualidade do ar. A jovem defende que a luta pelo clima também é uma batalha por justiça social. “Compreendi que não era uma crise apenas ambiental, mas também social e econômica”, afirma Shurabe, que atua na denúncia da injustiça climática e na defesa de uma transição energética justa no México. O papel da juventude na transformação social No Brasil, duas jovens têm papel destacado na mobilização climática. Marcele Oliveira, de 26 anos, que foi escolhida pelo presidente Lula como embaixadora da juventude climática na COP30, iniciou sua trajetória ao lutar por um parque em Realengo, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Atualmente, ela integra a Coalizão Clima de Mudança e coordena o programa Jovens Negociadores pelo Clima, buscando ampliar a inclusão de diversos grupos nas políticas ambientais. “Quando você se torna ativista, passa a prestar atenção em todas as injustiças e desigualdades do dia a dia. Minha luta também inclui a pauta da cultura, das mulheres negras e de crianças com deficiência”, comenta Marcele. Mobilização jovem como questão de sobrevivência Para Gabi Brasiliae, mobilizadora do Instituto Internacional Arayara, o engajamento dos jovens na luta ambiental é uma questão de sobrevivência. “Nós vivemos sobre a ansiedade de que eventos extremos possam interromper nossos planos de vida. Precisamos ser ouvidos na construção de políticas climáticas”, afirma. Outro exemplo é o jovem Mateus Fernandes, de 25 anos, que, aos 11, sobreviveu a uma operação policial na escola, e desde então, questiona as desigualdades de sua comunidade em Guarulhos. Mateus trabalha com educação ambiental na periferia, buscando ampliar o acesso a espaços verdes e promover a conscientização ecológica. A força de vozes jovens de diferentes realidades O ativismo também alcança crianças, como Miguel Lourenço, de 12 anos, da favela da Maré, no Rio de Janeiro. Integrante do projeto Crias do Tijolinho, ele desenvolve ações de defesa do meio ambiente usando grafite, fotografia e design, mostrando que a resistência e a criatividade dos jovens podem gerar mudanças concretas. “As crianças precisam ter voz. A gente é o agora”, afirma Miguel, que participou da COP30 representando suas experiências e propostas. Internacionalização da luta e novas vozes Da Índia para a Austrália, Grace Vegenasana, de 26 anos, trabalha na conscientização sobre os impactos do deslocamento climático e desertificação, apoiando comunidades indígenas e rurais. Sua trajetória reforça que o combate à crise climática exige uma ação global que inclui diferentes culturas, realidades e estratégias. Ela destaca a responsabilidade dos jovens no Sul Global em ajudar a frear a crise e promover uma transição justa. “Quero lutar por uma mudança que seja respeitosa às comunidades mais atingidas”, diz Grace. Perspectivas futuras e impacto geracional Ao se unirem em organizações, projetos e ações diretas, esses jovens mostram que a luta climática não é uma questão do futuro, mas do presente. Seus exemplos reforçam que a participação juvenil é fundamental para pressionar políticas públicas, promover mudanças culturais e ampliar o escopo das soluções ambientais. O papel dessas novas vozes é fundamental para pressionar líderes mundiais a adotarem medidas mais ambiciosas e justas, garantindo que as próximas gerações tenham um planeta mais equilibrado e sustentável. Fonte: Vox Piauí Foto: Reprodução / Valor / Leo Pinheiro
ARAYARA na Mídia: Nova geração de ativistas do clima quer dar voz a quem não tem
A dificuldade de encontrar consenso em negociações, observada durante a COP30 e edições anteriores da conferência, coloca o peso da busca por soluções para frear o aquecimento global nas costas das jovens gerações de ativistas ambientais. Serão eles, que já nasceram com o DNA da conservação latente, que mais sentirão na pele os efeitos do agravamento das mudanças do clima. Ao mesmo tempo que carregam o idealismo e a energia necessários para atuar na linha de frente pela defesa de medidas alinhadas à ciência e que protejam o planeta. Sem descanso. Após frustração na COP, países já traçam roteiro diplomático para eliminar combustíveis fósseis 341 casos. Crise do clima chega aos tribunais É o caso da ativista mexicana Shurabe Mercado, de 23 anos. Há quase uma década, a jovem passou a atuar na causa, sobretudo, por conta da baixa qualidade do ar de Toluca, cidade onde nasceu e cresceu. Hoje, ela busca denunciar a “injustiça climática” e critica o uso de combustíveis fósseis como principal fonte da matriz energética do México. — Crescer nessa realidade foi meu despertar. Compreendi que não era uma crise apenas ambiental, mas também social e econômica. Por isso, passei a lutar por uma transição justa — afirma Shurabe, que entende a atuação da juventude pelo clima não como o “futuro”, mas como o “presente”. — Construímos soluções enraizadas em nossas histórias e territórios. Questão de sobrevivência O desejo de combater a desigualdade social também motivou a produtora cultural carioca Marcele Oliveira, de 26 anos. Ela foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a embaixadora da juventude climática na COP30. A jovem entrou em contato com os problemas ambientais enquanto lutava por um parque em Realengo, na Zona Norte do Rio. Hoje, integra a Coalizão Clima de Mudança, que busca mobilizar o combate a enchentes, e atua na organização Perifalab, que toca o programa Jovens Negociadores pelo Clima em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente da capital carioca. — Quando você se torna um ativista, não deixa de prestar atenção em todas as injustiça e desigualdades do dia a dia. Permaneço nesse papel de coordenar as juventudes até a COP31, mas com olhar atento para a pauta da cultura, das mulheres negras e da inclusão das crianças e jovens com deficiência nas pautas ambientais. Para Gabi Brasiliae, mobilizadora do Instituto Internacional Arayara, “o jovem se preocupar e se engajar na luta socioambiental é uma questão de sobrevivência”: — Somos nós que não conseguimos viver a juventude porque vivemos sobre a ansiedade de que uma enchente, uma seca, ou novas pandemias causadas pela destruição ambiental possam interromper todos os planos de vida. Precisamos ser ouvidos e incluídos no processo de construção de políticas de clima. Legado da COP30: Uma Belém repaginada para moradores e turistas Indígenas: Guardiões das florestas e do clima Aos 11 anos, Mateus Fernandes sobreviveu a uma operação policial dentro da escola, em Guarulhos, quando percebeu ser impossível normalizar a violência racial que marcava a comunidade em que morava. Ao voltar para casa, o sentimento de “revolta” acendeu nele um olhar para a desigualdade e lhe trouxe questionamentos como porque o verde não chega às periferias. — Eu me tornei ativista climático pela urgência e pela necessidade. Pelo incômodo de entender que, como pessoa negra, eu e os meus estávamos expostos a violências que não eram acidentes, eram estruturas. Perguntava por que nossos bairros têm tão poucas árvores, tão poucos parques, tão pouca sombra? Por que a nossa paisagem sempre foi feita de concreto quente, esgoto a céu aberto e ausência de direitos? Mateus Fernandes trabalha com educação ambiental — Foto: Divulgação/Guilherme Lopes Hoje, aos 25 anos, o jovem se dedica ao projeto InfoPerifa, fundado por ele. A iniciativa trabalha pela educação ambiental popular e combate à desinformação a partir das favelas brasileiras. O menino Miguel Lourenço, de 12 anos, também levou o DNA ambientalista para a COP30. Ele fez parte da delegação do instituto Crias do Tijolinho, fundado em 2019 pela ativista Kamila Camilo, que reúne menores moradores do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Lourenço desenvolveu um ativismo climático calcado nas habilidades com grafite, fotografia e design. Durante da COP30, ele pôde compartilhar como é a rotina de uma criança que mora em comunidade e que enfrenta as consequências da crise climática, além de propor soluções baseadas na realidade na qual vive. — As crianças precisam ter voz. A gente é o agora — diz o menino. Papel do Sul Global Nascida na Índia, a jovem Grace Vegenasana, de 26 anos, cresceu na Austrália. Por meio de relatos de familiares, ela soube como as mudanças nas condições ambientais impactavam o cultivo da fazenda e aprendeu sobre deslocamento climático ao ver comunidades indígenas sendo forçadas a deixar suas terras devido à desertificação e à mineração. — O propósito da minha vida é deter a crise climática na sua origem. A minha responsabilidade, como jovem na Austrália, é ajudar a combater esta crise que prejudica as comunidades no Sul Global. Quero lutar por uma transição justa para longe dos combustíveis fósseis. Fonte: O Globo Foto: Reprodução / Valor / Leo Pinheiro
ARAYARA na Mídia: How climate activists and environmental defenders can stay safe at COP30
As the global climate movement turns its attention to COP30 in Belém, Brazil, thousands of advocates, researchers, and frontline defenders are preparing to gather for what could be a pivotal summit. While these international spaces are crucial for collective action and policy influence, they also bring real security challenges – especially for participants from marginalised communities or those leading advocacy efforts. Civic space has shrunk in Brazil in recent years – particularly in areas where environmental and Indigenous rights defenders confront powerful political and economic interests. Threats, surveillance, criminalisation, and violence against grassroots activists have been documented, particularly across the Indigenous, Quilombola, land and environmental defenders. To support the safety and wellbeing of participants, Open Briefing has again joined with Global Climate Legal Defense (CliDef) on a free resource for those attending the summit. Together with the Arayara International Institute, we have produced the COP30 Guide: Brazilian Context and Holistic Security for COP Participants. This resource offers legal, physical, and digital security guidance tailored to Belém and the surrounding region – so you can engage with confidence before, during, and after COP30. Security challenges at major international events like COP30 don’t exist in isolation. Physical, digital, wellbeing, legal, and reputational threats often intersect – especially for those with visible advocacy roles. Rather than applying a one-size-fits-all model, our COP30 Guide encourages participants to reflect on their personal and collective risk profile, the local context in Brazil, and their specific roles around the summit. Whether you’re organising a side event, participating in protests, or attending negotiations, taking time to reflect on your security needs is essential for setting your holistic security foundation. Understanding the Brazilian context The Brazilian government has been a strong advocate for hosting this conference, and overall, Brazil does not have a record of systematically targeting international activists at official events. Most delegates can generally operate safely within the UN-designated conference zones. However, those with histories of direct action or affiliations with groups that are criminalised locally may attract additional scrutiny – particularly during solidarity activities. At the same time, we should remain mindful not to inadvertently increase exposure to risk of our local partners and activists through our engagement. Participants should also be aware that common urban safety concerns, such as petty theft, robbery, and transport-related accidents, are present in Belém and other Brazilian cities. Even simple precautions – like understanding the local context and how your planned activities or perceived identities might shape your risk – can significantly reduce avoidable health and safety issues. The guide also reminds participants to be aware that: Safety strategies that work at home may not be sufficient in Brazil. UN accreditation does not completely shield you from risk. Your actions, presence, or communications may be observed and impact the safety and security of local partners and activists. Be aware that personal traits such as race, gender, or nationality may increase your exposure to risk due to structural racism and other forms of discrimination in Brazil. Key risks to consider Before travelling, it’s therefore helpful to assess your baseline risk – that is, the existing risks you face regardless of attending COP30, and how your participation might increase them. Start by asking yourself: What could realistically go wrong during my travel or stay in Brazil? How vulnerable am I to these risks based on my identity, role, or visibility? How would a security incident affect my work, wellbeing, or collaborators? Some of the risks highlighted in the COP30 Guide include: Reputational attacks, especially for high-profile campaigners. Intimidation from interest-driven, non-state actors with capacity to obstruct or intimidate such as local economic actors, their intermediaries, and illicit groups. Post-conference surveillance or retaliation, particularly for participants from countries where civic space is curtailed or obstructed Online and in-person harassment, particularly targeting individuals from marginalised groups. Theft or robbery of phones, bags, or equipment in public or crowded areas, or unattended in accommodation. Medical issues, such as food poisoning, dengue, or Zika – particularly when traveling to inland regions of the Amazon Traffic or boat accidents, especially when traveling between cities or remote locations. CliDef has also published a summary of the top 10 risks to consider at COP30. Heightened risk exposure Security risks are not evenly distributed. To better understand your exposure, ask yourself: Who might oppose my work or presence at COP30? What resources or networks do they have? Does my identity (e.g. gender, race, nationality, disability, or sexual orientation) increase my visibility or vulnerability? Does my actions, presence or communication can impact the safety and security of local activists and partners? Understanding how your identity intersects with the local context is a crucial step in preparing for a safe and productive experience. Resilience is resistance COP30 is a crucial moment for climate action. Everyone has the right to participate in safety and dignity. Whether you’re a seasoned defender or a first-time attendee, understanding your personal and collective risks and adopting holistic security strategies can make a meaningful difference. Renata Oliveira, associate director of safety and security at Open Briefing, contributed to production of the COP30 Guide and led sessions on holistic security as part of webinars with CliDef and the Arayara International Institute in the lead up to COP30. Reflecting on the importance of this work, she said: “Effective climate action starts with security and collective care. When we make space for environmental defenders to work safely and be heard, we build a more just and resilient movement for everyone, which benefits the whole society.” Betsy Apple, executive director of CliDef shared: “These are dangerous times for climate defenders, who risk reprisals from governments and corporations alike as they challenge the energy status quo. And that won’t stop just because the eyes of the world are on Brazil for COP 30.” Fonte: Open Briefing Foto: Reprodução / Open Briefing
Climate Week NYC debate sobre os dois lados da tecnologia para defensores climáticos
Na última semana, ativistas, jornalistas e lideranças internacionais se reuniram no Lever House, em Nova York, para o painel “A Espada dos Oponentes e o Escudo dos Defensores”, promovido pela Global Climate Legal Defense em parceria com o Instituto Internacional ARAYARA. O debate integrou a programação da Climate Week NYC, paralela à Assembleia Geral da ONU, e teve como foco o papel ambíguo da tecnologia: ao mesmo tempo em que amplia riscos de vigilância e ataques digitais contra defensores, também pode ser um instrumento poderoso de mobilização e proteção. A ARAYARA foi representada por Heloísa Simão, pesquisadora do programa Defensores dos Defensores. Ela destacou a importância de integrar a comunicação às estratégias de proteção de ativistas e movimentos socioambientais, em um contexto de crescentes violações de direitos, inclusive nos Estados Unidos. Para Simão: “É essencial que organizações da sociedade civil construam planos de proteção holística junto com os defensores, incorporando comunicação segura, formação em segurança digital e apoio jurídico e psicológico.” O painel também discutiu a necessidade de enfrentar campanhas de difamação, processos judiciais abusivos e discursos de ódio que se intensificam nas redes sociais. Um ponto central foi o papel da mídia independente e da comunicação indígena na construção de narrativas próprias sobre justiça climática, rompendo com a lógica de invisibilidade imposta pelos veículos tradicionais e pelos algoritmos das grandes plataformas. A formação de comunicadores nos territórios para este fim foi apresentada como ponto fundamental. Participantes lembraram ainda que a produção e divulgação de dados confiáveis, como faz a Global Witness, pode pressionar governos a agir para proteger defensores. O uso estratégico dessas informações tem potencial de gerar mudanças reais em políticas públicas nacionais e internacionais. “Se você tem um país que é tido como o que mais que mais mata defensores em determinado ano, isso gera impacto no governo e você tem reações a isso”, explica Javier Garate, assessor de políticas públicas da organização. Outro aspecto debatido foi a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia na proteção de ativistas. Relatório apresentado no painel mostrou que apenas 12% dos defensores que sofreram ataques digitais sentiram ter recebido algum tipo de reparação das plataformas. Esse dado reforça a urgência de regulação mais efetiva para garantir uma internet segura, com maior responsabilidade das empresas e compromisso com os direitos humanos. O encontro deixou claro que a tecnologia é, ao mesmo tempo, risco e oportunidade. Para os defensores do clima, ela pode ser escudo quando usada para fortalecer redes de solidariedade, visibilizar narrativas invisibilizadas e ampliar a proteção dos territórios. Mas também pode ser espada nas mãos de quem busca silenciar vozes críticas. O desafio, concluíram os participantes, é construir coletivamente caminhos para que a tecnologia esteja a serviço da justiça climática e da defesa da vida.
ARAYARA participa do Podcast do Líder e destaca programa de proteção a ativistas ambientais
A coordenadora de Advocacy do Instituto Internacional ARAYARA, Renata Prata, foi a convidada do episódio #80 do Podcast do Líder, apresentado pelo deputado estadual Marcelino Galo, líder do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). No bate-papo, Renata abordou a atuação da ARAYARA na defesa socioambiental e destacou o lançamento do programa “Defensores dos Defensores”, uma iniciativa dedicada à proteção de ativistas ambientais que enfrentam ameaças e riscos em seus territórios. Confira episódio Lançado na sede da ALBA, em Salvador (BA), no dia 11 de setembro de 2025 — após edições anteriores em Brasília e São Paulo — o programa “Defensores dos Defensores” oferece suporte jurídico, psicológico e humanitário a defensoras e defensores ambientais em situação de vulnerabilidade. Com sua chegada à Bahia, a iniciativa amplia sua atuação em nível nacional e reforça o compromisso do Instituto ARAYARA em proteger quem luta pela preservação ambiental, especialmente diante das violências causadas por grandes empreendimentos fósseis e extrativistas.
ARAYARA na Mídia: Em meio à escalada da Violência contra Defensores Ambientais, GreenFaith Brasil e Instituto Arayara concluem curso de Segurança para Ativistas
Em um cenário em que o Brasil se destaca como ser o segundo país que mais mata defensores da terra e do meio ambiente, de acordo com recente pesquisa da Global Witness o GreenFaith Brasil e o Instituto Arayara anunciam o lançamento da “Formação Digital em Segurança no Ativismo e Ação Climática frente à Indústria do Petróleo”. O curso, gratuito e online, capacitou lideranças comunitárias com ferramentas essenciais de proteção digital, autocuidado e segurança para suas ações. A formação ocorreu durante os meses de agosto e setembro e reuniu ativistas e lideranças de diversas regiões do país. Os encontros trouxeram um panorama técnico e humano dos desafios impostos pela indústria de petróleo e gás. Reunindo ativistas de diversas regiões, o lançamento do curso ocorre em um momento crítico. Mais de 2.100 defensores da terra e do meio ambiente foram mortos em todo o mundo entre 2012 e 2023, com 25 desses assassinatos ocorrendo no Brasil somente em 2023, o que o coloca em segundo lugar no ranking global. A pesquisa também revela que a violência é desproporcionalmente direcionada a povos indígenas e afrodescendentes, que representaram 49% do total de mortes no último ano. As aulas foram encontros de visões que trouxeram a urgência da questão climática à tona. Na primeira aula, o debate foi conduzido pela coordenadora de advocacia do Instituto Arayara, Renata Prata, e pelo ativista e Presidente da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangues de Magé (ACAMM), Liderança da Campanha Rio Sem Óleo, Rafael Santos. Renata apresentou uma análise técnica detalhada sobre a expansão do setor de petróleo no Brasil, destacando o avanço sobre territórios indígenas e quilombolas e a crescente privatização do setor. “Nosso trabalho é expor a forma como a indústria avança sobre territórios indígenas e quilombolas, e como o leilão de blocos exploratórios, cada vez mais dominado por empresas multinacionais estrangeiras, fragiliza nossa soberania e aumenta os riscos de uma transição energética injusta”, explicou. A visão técnica foi complementada pelo relato que trouxe o chão para o debate. No meio dos gráficos e estatísticas sobre a indústria, a voz de Rafael Santos, um pescador artesanal que, por ironia, já trabalhou no setor, trouxe o peso da realidade. De Suruí, em Magé, sua história se entrelaça com a de sua comunidade, forjada por um histórico de desastres ambientais. Ele não falou apenas de números, mas da crueza de um veneno recente no Rio Suruí, de como as propostas financeiras de empresas criam divisões sociais e de uma cultura que se esvai a cada derramamento de óleo. A discussão, que contou com a participação de ativistas do Pará, Rondônia, Rio de Janeiro e Baixada Santista, reforçou a urgência de uma luta coletiva. Foram abordados temas como a insuficiência da legislação ambiental, a manipulação de narrativas nas redes sociais e a necessidade de fortalecer a proteção de defensores de direitos humanos em um ambiente cada vez mais hostil. O curso, parte das atividades do GreenFaith, tem em sua programação quatro aulas online, às terças-feiras, com término em 16 de setembro, reforçando a conexão entre direitos humanos e ativismo climático. A coordenadora do GreenFaith no Brasil, Julia Rossi, explica que o objetivo é fortalecer a capacidade de mobilização das lideranças religiosas e comunitárias da campanha Rio sem Óleo, promovendo a troca de experiências e o uso de ferramentas de proteção para enfrentar as violências do território. “Com a participação de lideranças religiosas e comunitárias de diferentes tradições de fé, a formação tem revisitado questões fundamentais sobre a relação entre ativismo e segurança no Brasil. A proposta da formação surgiu do envolvimento direto de lideranças religiosas e comunitárias de Magé na campanha Rio sem Óleo, como resposta à necessidade de proteger esses atores que enfrentam cotidianamente as pressões da indústria do petróleo e as ameaças no território. A coordenadora do GreenFaith no Brasil, Julia Rossi, explica que o objetivo é fortalecer a capacidade de mobilização dessas lideranças de forma segura e estratégica, promovendo a troca de experiências e o uso de ferramentas de proteção diante das violências locais. “Com a participação de lideranças religiosas e comunitárias de diferentes tradições de fé, a formação em GreenFaith tem revisitado questões fundamentais sobre a relação entre ativismo e segurança no Brasil.” Finaliza. Sobre a GreenFaith Brasil A GreenFaith é uma organização inter-religiosa e ambiental que inspira e equipa comunidades religiosas e espirituais a responder à crise climática e ecológica. Sobre o Instituto Arayara O Instituto Arayara é uma organização ambiental dedicada à defesa de políticas públicas, litigância e mobilização social contra a exploração de combustíveis fósseis e em prol de uma transição energética justa. Foto: reprodução/ Cria do Rio Fonte: Cria do Rio
Em meio à escalada da Violência contra Defensores Ambientais, GreenFaith Brasil e Instituto Arayara concluem curso de Segurança para Ativistas
No ano da COP30 brasil é o 2º país mais perigoso do mundo para defensores do clima, espaço de formação reuniu ativistas de todo país Em um cenário em que o Brasil se destaca como ser o segundo país que mais mata defensores da terra e do meio ambiente, de acordo com recente pesquisa da Global Witness o GreenFaith Brasil e o Instituto Arayara anunciam o lançamento da “Formação Digital em Segurança no Ativismo e Ação Climática frente à Indústria do Petróleo”. O curso, gratuito e online, capacitou lideranças comunitárias com ferramentas essenciais de proteção digital, autocuidado e segurança para suas ações. A formação ocorreu durante os meses de agosto e setembro e reuniu ativistas e lideranças de diversas regiões do país. Os encontros trouxeram um panorama técnico e humano dos desafios impostos pela indústria de petróleo e gás. Reunindo ativistas de diversas regiões, o lançamento do curso ocorre em um momento crítico. Mais de 2.100 defensores da terra e do meio ambiente foram mortos em todo o mundo entre 2012 e 2023, com 25 desses assassinatos ocorrendo no Brasil somente em 2023, o que o coloca em segundo lugar no ranking global. A pesquisa também revela que a violência é desproporcionalmente direcionada a povos indígenas e afrodescendentes, que representaram 49% do total de mortes no último ano. As aulas foram encontros de visões que trouxeram a urgência da questão climática à tona. Na primeira aula, o debate foi conduzido pela coordenadora de advocacia do Instituto Arayara, Renata Prata, e pelo ativista e Presidente da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangues de Magé (ACAMM), Liderança da Campanha Rio Sem Óleo, Rafael Santos. Renata apresentou uma análise técnica detalhada sobre a expansão do setor de petróleo no Brasil, destacando o avanço sobre territórios indígenas e quilombolas e a crescente privatização do setor. “Nosso trabalho é expor a forma como a indústria avança sobre territórios indígenas e quilombolas, e como o leilão de blocos exploratórios, cada vez mais dominado por empresas multinacionais estrangeiras, fragiliza nossa soberania e aumenta os riscos de uma transição energética injusta”, explicou. A visão técnica foi complementada pelo relato que trouxe o chão para o debate. No meio dos gráficos e estatísticas sobre a indústria, a voz de Rafael Santos, um pescador artesanal que, por ironia, já trabalhou no setor, trouxe o peso da realidade. De Suruí, em Magé, sua história se entrelaça com a de sua comunidade, forjada por um histórico de desastres ambientais. Ele não falou apenas de números, mas da crueza de um veneno recente no Rio Suruí, de como as propostas financeiras de empresas criam divisões sociais e de uma cultura que se esvai a cada derramamento de óleo. A discussão, que contou com a participação de ativistas do Pará, Rondônia, Rio de Janeiro e Baixada Santista, reforçou a urgência de uma luta coletiva. Foram abordados temas como a insuficiência da legislação ambiental, a manipulação de narrativas nas redes sociais e a necessidade de fortalecer a proteção de defensores de direitos humanos em um ambiente cada vez mais hostil. O curso, parte das atividades do GreenFaith, tem em sua programação quatro aulas online, às terças-feiras, com término em 16 de setembro, reforçando a conexão entre direitos humanos e ativismo climático. A coordenadora do GreenFaith no Brasil, Julia Rossi, explica que o objetivo é fortalecer a capacidade de mobilização das lideranças religiosas e comunitárias da campanha Rio sem Óleo, promovendo a troca de experiências e o uso de ferramentas de proteção para enfrentar as violências do território. “Com a participação de lideranças religiosas e comunitárias de diferentes tradições de fé, a formação tem revisitado questões fundamentais sobre a relação entre ativismo e segurança no Brasil. A proposta da formação surgiu do envolvimento direto de lideranças religiosas e comunitárias de Magé na campanha Rio sem Óleo, como resposta à necessidade de proteger esses atores que enfrentam cotidianamente as pressões da indústria do petróleo e as ameaças no território. A coordenadora do GreenFaith no Brasil, Julia Rossi, explica que o objetivo é fortalecer a capacidade de mobilização dessas lideranças de forma segura e estratégica, promovendo a troca de experiências e o uso de ferramentas de proteção diante das violências locais. “Com a participação de lideranças religiosas e comunitárias de diferentes tradições de fé, a formação em GreenFaith tem revisitado questões fundamentais sobre a relação entre ativismo e segurança no Brasil.” Finaliza. Sobre a GreenFaith Brasil A GreenFaith é uma organização inter-religiosa e ambiental que inspira e equipa comunidades religiosas e espirituais a responder à crise climática e ecológica. Sobre o Instituto Arayara O Instituto Arayara é uma organização ambiental dedicada à defesa de políticas públicas, litigância e mobilização social contra a exploração de combustíveis fósseis e em prol de uma transição energética justa. Por: Juliana Portella Foto: reprodução/GreenFaith Brasil Fonte:GreenFaith Brasil
COP30 e defesa de comunidades tradicionais são tema de debate em Salvador
O Instituto Internacional ARAYARA esteve presente nesta sexta-feira (12/09), em Salvador, no evento “Justiça Socioambiental e Territorial: Rumo à COP30”, organizado pelo Fórum em Defesa das Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais da Bahia e pelo Grupo Ambientalista da Bahia (Gamba), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF). Realizado no auditório do MPF, o encontro contou com a participação especial do Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, e de Rubens Born, integrante do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBOMS) e conselheiro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Na ocasião, a ARAYARA também dialogou com representantes do MPF sobre o programa Defensores dos Defensores, que nesta semana iniciou oficialmente sua atuação na Bahia, fortalecendo a proteção de lideranças e comunidades que enfrentam ameaças em seus territórios.
ARAYARA na Mídia: Instituto Arayara lança programa de proteção a defensores ambientais em Salvador
Evento na Assembleia Legislativa da Bahia reuniu parlamentares, movimentos sociais e comunidades tradicionais em defesa da vida, dos territórios e da justiça climática. No Dia do Cerrado, celebrado ontem (11/09), o Instituto Internacional Arayara realizou em Salvador, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o lançamento do programa “Defensores dos Defensores”, iniciativa de proteção a ativistas ambientais que enfrentam ameaças em seus territórios. O debate contou com o apoio dos mandatos do deputado estadual Marcelino Galo (PT) e da vereadora Eliete Paraguassu (PSOL), além da presença de lideranças políticas, movimentos sociais e representantes de comunidades tradicionais e originárias. O programa oferece suporte jurídico, psicológico e humanitário a defensoras e defensores ambientais em risco, em um contexto alarmante: só em 2023, o Brasil registrou 25 assassinatos de ativistas ambientais, consolidando-se como o segundo país mais letal do mundo para quem luta em defesa da terra e do meio ambiente, atrás apenas da Colômbia. Globalmente, uma pessoa é morta a cada dois dias por defender causas ambientais. Bahia demanda proteção Lucas Kannoa, gerente jurídico da Arayara e coordenador do projeto, explicou que o lançamento em Salvador responde a uma demanda urgente no estado: “Este programa tem como objetivo salvar mais vidas. Ele se soma ao esforço da defensoria pública, do Ministério Público e de instituições do Estado, mas com a autonomia da sociedade civil. É um momento importante aqui na Bahia, onde centenas de comunidades demandam proteção.” Juliano Bueno, diretor da instituição, elencou os principais riscos e ameaças que a Bahia enfrenta atualmente: fracking, exploração de petróleo e gás, usinas de geração elétrica, além de linhas de transmissão, gasodutos e oleodutos. Ele ressaltou que a transição energética é urgente e viável: “O problema não é tecnologia, o problema é o licenciamento ambiental mal feito ou a corrupção no processo. É possível fazer uma transição sem causar danos ambientais e sociais.” Edimario Machado, presidente da União Municipal em Benefício de Uibaí (UMBU), trouxe a perspectiva de comunidade local: “A Caatinga que resta são em reservas de floresta originária. Agora o acesso foi aberto por empresas de produção de energia eólica e solar, que começaram a desmatar esses platôs de Caatinga originária. Precisamos que nosso bioma seja mantido em pé.” A coordenadora de advocacy da Arayara, Renata Prata, destacou a potência da diversidade de biomas e movimentos representados: “É um processo de escuta muito rico. Ouvimos aqui pessoas da Caatinga, do Cerrado, e da Mata Atlântica, zona costeira. Temos uma perspectiva muito positiva de trabalho em redes. Há muitos movimentos enraizados nos territórios que ao longo dos anos colecionaram vitórias importantíssimas. São experiências de resistência que a gente só tem o que aprender e trabalhar em conjunto.” Defesa nos territórios Entre os parlamentares, o deputado Marcelino Galo ressaltou a necessidade de conectar a defesa da natureza com a dos direitos humanos. Nesse mesmo contexto, Vanusia Santos, da comunidade quilombola Bocaina-Piatã, relatou os impactos da mineração em seu território: “Fomos buscar nossos direitos e conseguimos a interdição por irregularidades ambientais e por violar o direito à consulta livre e informada.” A vereadora Eliete Paraguassu, da Ilha de Maré, primeira mulher marisqueira e quilombola eleita para a câmara legislativa soteropolitana, que já foi atendida pelo projeto dos Defensores, reforçou a urgência da proteção aos territórios: “Toda minha luta é forjada pela luta pelo território. Esse projeto é fundamental porque todo dia somos violentados pelo capital. Seguimos denunciando o racismo ambiental e a violência contra os corpos negros.” Cláudia Regina Gonzaga, marisqueira da Ilha de Maré, trouxe um alerta sobre a pesca artesanal: “A gente tá pedindo socorro na Ilha de Maré. Os mariscos quase não existem mais. A gente vai pescar e volta com muito pouco.” O vereador Thor de Ninha (PT), de Alagoinhas, município pioneiro na Bahia ao proibir a exploração de gás de xisto por fracking, comentou a importância da mobilização coletiva: “A Arayara fez Alagoinhas ter uma visão diferenciada em relação à defesa do ser humano. Precisamos estar imbuídos nessa luta, e não é só de quem está num cargo público, mas da sociedade como um todo.” Maurício Reis, Assessor da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Dr. Júlio Rocha, Diretor da Faculdade de Direito da UFBA, Magna Kaimbé, liderança da Aldeia Massacará e diretora de mulheres do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba), e Marli Mateus Ramos, ouvidora da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), também contribuíram à mesa, reforçando a articulação entre instituições, movimentos e comunidades. Com a chegada à Bahia, o programa “Defensores dos Defensores” amplia sua atuação nacional, já apresentada em Brasília e São Paulo, reforçando o compromisso da ARAYARA em defender quem defende o meio ambiente diante da violência de grandes empreendimentos fósseis e extrativistas. Fonte: Nidde Digital Foto: Reprodução / Nidde Digital / Freepik
ARAYARA na Mídia: Legislativo sedia lançamento do programa nacional de proteção a ativistas ambientais
Ação foi realizada em parceria do Instituto Internacional Arayara com a Frente Parlamentar Mista Ambientalista e em Defesa de Territórios dos Povos e Comunidades Tradicionais, coordenada pelo deputado Marcelino Galo (PT). A Assembleia Legislativa sediou, nesta quinta-feira (11), o lançamento do programa nacional Defensores dos Defensores na Bahia. A iniciativa tem como objetivo oferecer proteção a ativistas engajados em causas como meio ambiente e direitos humanos. No Parlamento baiano, a ação foi realizada em parceria com a Frente Parlamentar Mista Ambientalista e em Defesa de Territórios dos Povos e Comunidades Tradicionais, coordenada pelo deputado Marcelino Galo (PT), e o Instituto Internacional Arayara, responsável pelo programa. Na abertura do evento, realizado no plenarinho da ALBA, Marcelino Galo destacou a importância de debater a proteção aos defensores socioambientais diante das ameaças que enfrentam diariamente. “A realidade nos cobra um programa como esse. Lideranças vivem uma rotina marcada pelo assédio no trabalho de militância a favor da vida e da natureza. São conflitos por água, terra e, agora, por fontes de energias renováveis”, contextualizou. Ele ressaltou que o programa já teve atos de lançamento no Distrito Federal e em São Paulo, e que a Bahia é o terceiro estado a receber a iniciativa. “A Bahia é um estado muito grande, diverso e com muitos conflitos, sejam agrários ou ligados à implantação de energias renováveis. Tudo isso leva à violação de direitos de comunidades, que são representadas por lideranças que precisam de suporte e apoio diante das situações de assédio e agressão”, afirmou. O fundador do Instituto Internacional Arayara, Juliano Bueno, explicou que a entidade atua há 34 anos no Brasil e no exterior. Segundo ele, a Bahia está entre os cinco estados com maior quantidade de casos de perseguição a ativistas. “Este programa tem um dever de casa: salvar vidas. Ele se soma aos esforços do Estado, mas mantém a autonomia que a sociedade civil necessita”, disse. PRINCÍPIOS DE PROGRAMA O gerente jurídico e coordenador do programa, Lucas Kannoa, detalhou o funcionamento da ação, que engloba princípios de proteção, treinamento, pesquisa e parcerias. “O objetivo é colaborar com políticas públicas existentes, que muitas vezes não conseguem atender aos anseios da sociedade. É uma iniciativa que garante proteção efetiva a ambientalistas e defensores dos direitos humanos”, explicou. Kannoa acrescentou que a iniciativa oferece suporte jurídico, acolhimento humanitário, apoio financeiro e assistência psicológica, permitindo que os ativistas desenvolvam seu trabalho com segurança. “O programa tem porta aberta e qualquer pessoa pode se inscrever pelo site, preenchendo um formulário para pré-análise”, completou. O evento contou com a participação de vereadores, ativistas, especialistas em direito ambiental e representantes de comunidades afetadas por conflitos diversos. Entre os convidados que integraram a mesa de debate estava a vereadora Eliete Paraguassu (Psol), representante da comunidade quilombola de Ilha de Maré. Ela destacou sua experiência com ameaças e afirmou ter sido beneficiada pelo projeto. “Sou uma das mulheres em ameaça e fui beneficiada pelo Projeto Arayara. É um projeto muito importante. Todos os dias somos violentados em nome do capital”, disse. Também participaram da mesa de honra o vereador Thor de Ninha, de Alagoinhas; o professor Júlio Rocha, diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba); e Maurício Reis, representando a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos. Fonte: ALBA Foto: Reprodução / PauloMocofaya/ AgênciaALBA